Páginas

A verdade sobre os relacionamentos modernos

Hoje vou pedir licença e publicar um  texto de outra pessoa. Dá uma olhada nas 18 verdades sobre os relacionamentos modernos que estão nesse post gringo, que foi escrito pelo Christopher Hudspeth. Ah! A tradução é obra do blog Relatos de uma Diva.

1. Quem que se importa menos tem todo o poder. Ninguém quer ser “a pessoa mais interessada” da relação.
2. Porque nós sempre queremos mostrar para a outra pessoa o quão blasé nós podemos ser, joguinhos psicológicos como ‘Intencionalmente Levar Horas Ou Dias Para Responder Uma Mensagem’ vão acontecer. Eles não são divertidos.
3. Uma pessoa sendo desapegada porque tem zero interesse em você parece exatamente igual a uma pessoa sendo desapegada porque acha você incrível and está fazendo um esforço consciente para fingir que não está nem ai. Boa sorte tentando descobrir quem é quem.
4. Ligações telefônicas são uma arte em decadência. Muito provavelmente, grande parte da comunicação do seu relacionamento vai acontecer por texto, que é a forma de interação mais desapegada e impessoal que existe. Já pode ir criando intimidade com as opções de emoticon.
5. Planos com antecedência estão mortos. As pessoas tem opções e atualizações de última hora da localização dos seus amigos (ou outros potenciais romances) graças as mensagens e as redes sociais. Se você não é a prioridade, você vai ouvir um “Talvez” ou “A gente se fala” como resposta para o seu convite para uma saída e o(s) fator(es) decisivo(s) serão se a pessoa recebeu ou não ofertas mais divertidas/interessantes que você.
6. Aquele alguém que te magoou não vai automaticamente ter um karma ruim. Pelo menos não em um futuro imediato. Eu sei que parece nada menos que justo, mas às vezes as pessoas enganam e traem e continuam suas vidas alegremente enquanto a pessoa que eles deixaram para trás está em frangalhos.
7. A única diferença entre as suas ações serem consideradas românticas ou assustadoras  é o quão atraente a outra pessoa te acha. É isso, isso é tudo.
8. “Topa sair?” e “Vamos fazer alguma?” são frases vagas que provavelmente significam “vamos nos pegar” – e enquanto você provavelmente odeia receber uma dessas, elas são o jeito mais comum de convidar alguém pra passar algum tempo com você hoje em dia, e aparentemente elas chegaram pra ficar.
9. Algumas pessoas só querem te pegar e se você está procurando mais do que sexo, eles não vão te falar “Alow, acho que eu sou a pessoa errada pra você”. Pelo menos não antes de você liberar o tindolelê. Enquanto a decência humana é o ideal, a honestidade não é obrigatória.
10. A mensagem que você mandou chegou. Se ele não respondeu, pode ter certeza que não foi por causa do mau funcionamento das operadoras de celular.
11. Tantas pessoas tem medo de compromisso e de estar sério com alguém que continuam um relacionamento não-definido, que acaba confundindo as coisas e só funciona até não funcionar mais. Eu já disse várias vezes, e vou dizer de novo – “nós somos só amigos” é abrir a porta para uma traição que tecnicamente não era traição porque, hey, vocês não estavam juntos juntos.
12. As mídias sociais criam novas tentações e oportunidades para trair. As mensagens por inbox e opções para um flerte sutil (ex. curtir a foto alheia) não servem como desculpa ou prova de uma traição, mas eles certamente aumentam as chances disso acontecer.
13. Mídias sociais também podem criam a ilusão de que você tem opções, o que leva as pessoas a verem o Facebook como um menu de pessoas atraentes ao invés de um meio de manter contato com o s amigos e a família.
14. Você provavelmente não vai ver muito da personalidade genuína e sem filtros de alguém até que vocês estejam em um relacionamento. Geralmente as pessoas tem medo de mostrar como realmente são e parecerem disponíveis demais, ansiosos de mais, nerds demais, bonzinhos demais, seguros demais, não engraçados o suficiente, não bonitos o suficiente, não alguma outra pessoa o suficiente para serem acolhidos.
15.  Qualquer pessoa com quem você se envolver romanticamente, ou vocês vão ficar juntos para sempre, ou vão acabar terminando em algum momento. E ambos são conceitos são igualmente assustadores.
vidadeexecutiva
16. Quando vocês estiverem namorando, ao invés de expressar como se sente diretamente para você, é mais provável que a pessoa publique isso no status do Facebook ou Instagram, uma foto tipo Tumblr, de um por-do-sol com uma frase ou trecho de música com as palavras de outra pessoa, e enquanto pode nem mencionar seu nome, é claramente para você.
17. Tem muitas pessoas quem tem zero respeito pelo seu relacionamento e se eles quiserem a pessoa com quem você está, não terão escrúpulos na tentativa de ultrapassar os limites para conseguir conquistar a vítima. Girl Code e guy code são ilusões e código humano não é incorporado em todos.
18. Se você tomar um fora, provavelmente vai ser bem brutal. As pessoas podem cortar laços pelo telefone e evitar ter que ver as lágrimas rolando pelo seu rosto ou terminar tudo por mensagem e evitar ouvir a dor na sua voz e o seu nariz escorrendo. Envie um texto longo e voilá, o relacionamento acabou. O caminho mais fácil está longe de ser o mais atencioso.
Eita! Quando li, fiquei pensando o quanto disso tudo também se aplica ao resto das nossas vidas, inclusive a profissional. Parece sempre mais desafiante cada um ser apenas o que é. E ser o suficiente. A síndrome de semi celebridade propiciada pelas redes sociais e o frio na barriga que os likes podem causar, têm mais efeito do que a experiencia real, seja num relacionamento ou no trabalho. Quem aí está de verdade com muito tesão no seu trabalho, na sua profissão e no que anda fazendo na carreira?
As mídias sociais também podem criar a ilusão de opções nessa área. Milhões de vagas (super legais) sendo divulgadas, e um monte de gente trabalhando aqui, pensando em trabalhar lá e não fazendo nada por inteiro nem aqui nem lá. Sabe a história da grama do vizinho sempre mais verde? Se tem muitos likes, está rico. Se trabalha com fulano, está feliz. E no fundo lá vai a pessoa encarar a realidade que nem sempre é tão filtrada assim.
Agora, pensando no lado bom da coisa, também nunca vimos tanta reflexão reunida né minha gente? Blogs (como este), frases feitas, pensamentos do dia e sei lá mais o que, que têm nos feito pensar um pouco mais sobre essa lógica estranha dos relacionamentos que temos vivido.
E para inspirar, um vídeo que mostra bem como é um relacionamento que funciona.


Adooooro! 
;)

Sobre Julgamentos

Estive pensando sobre o julgamento nos últimos dias. Vivo uma questão no trabalho, já há alguns anos, que sempre me intrigou, a idade. Ora sou muito nova, ora velha para as posições que ocupo. Depende do ângulo de visão. Ou da conveniência. É muito engraçado.

Eis que há algum tempo recebo uma mensagem de um aluno mais ou menos assim "Que bom que não me adicionou no Facebook, não gosto de gente religiosa, pois, afeta minha inteligência". Hahahaha. Ignorei. Mais um tempo e ele se desculpou pelo ocorrido. Foi mais fácil julgar do que me dizer que queria manter contato.

Desde então, comecei a observar esse aspecto e percebi que vemos pouco. Julgar antes de conhecer é arriscado, mas entre o certo e o real há uma distância bem relativa. E essa é uma daquelas conversas antigas que sempre são atuais.

Cheguei à conclusão de que julgamos o que não conseguimos compreender = conter em nós. Na tentativa de encontrar uma explicação acabamos por julgar. Simplesmente aceitar é mais difícil. Mais que aos outros, a nós mesmos, afinal de contas, ser o que se é dá mais trabalho do que ser o que esperam de nós.

Ok, vamos traduzir isso para o contexto organizacional.

Sore Julgamentos

Como é possível definir se uma marca é boa ou ruim, se um produto é caro ou barato? Normalmente, estabelecemos comparações para que a avaliação nos pareça adequada. Veja esse vídeo aqui, que legal! 

É tudo uma questão de percepção. Nossos julgamentos são sempre limitados às nossas experiências anteriores e/ou às experiências daqueles que nos cercam e que usamos como referência. E se isso faz sentido para você, é bom começar a pensar que muito da sua percepção da realidade possa ser apenas uma versão dela. Lidamos com as marcas do mesmo modo como aprendemos a lidar com nossos relacionamentos. Quaisquer que sejam eles. Estabelecemos comparações o tempo todo para conseguir encontrar qual é o nosso lugar em meio a tudo isso.

E como é o processo? Todos nós sabemos que sabemos o que sabemos. Calma, vamos de novo. A pessoa que sabe escovar os dentes, por exemplo, tem consciência de que possui esse conhecimento. Ela sabe que possui esse saber. Mas existem vários outros saberes em nós que nem sempre temos consciência deles. Ainda assim os danados estão lá. São as chamadas crenças, que aprendemos e utilizamos sem necessariamente ter consciência da sua atuação em nós.

Nos chamados Estudos do Caminho (Pathwork), Eva Pierrakos aborda brilhantemente esses temas e ensina um bom caminho para lidar melhor com as nossas crenças e consequentes versões da realidade.

Uma coisa que gosto de lembrar quando trato disso é que as crenças nem sempre são negativas, mas frequentemente são limitantes. Elas são fundamentais em grande parte das nossas vidas para nos ajudar a sobreviver, mas quando não fazem mais sentido e ainda insistimos em mantê-las, elas se tornam um belo obstáculo. Por exemplo, tenho alunos que por algum motivo estabeleceram desde muito cedo que deveriam ser esforçados para conquistar aquilo que desejam na vida. Costumamos aprender isso na família, pelo modo como nossos pais lidam com o trabalho. Ok, durante algum tempo essa crença os ajudou a se dedicarem a algo e foi positiva, mas agora será que ela irá ajudar? Para gente esforçada demais, as coisas costumam dar errado, afinal, elas precisam se esforçar. Assim, buscam inúmeras situações difíceis na vida profissional para que mostrem o quanto são esforçadas. Deus me livre!

Então observe o que você anda pensando sobre o seu trabalho e sobre como ele e as pessoas que fazem parte desse ambiente deveriam ser. Observe se a sua versão da realidade tem ajudado ou atrapalhado a sua carreira.

Para que tudo isso? Só para a gente ter mais noção de que de fato não sabemos tudo sobre a realidade que nos cerca. E que bom, pois, é aí que está a oportunidade do aprendizado, de haver espaço para novas coisas em nossas vidas. Por outro lado, é um lembrete para que o julgamento abra mais espaço para estar com a realidade tal qual é. Julgamentos são excludentes e é bom lembrar que sempre há algo mais a ser conhecido em qualquer situação.

E eu, sou espiritualizada (e porque não religiosa) sim.