Páginas

Espiritualidade e Trabalho | Parte 2

Estamos de volta! Convidei meu amigo Alisson Machado Borges para falarmos mais uma vez sobre como lidamos com a nossa espiritualidade e como isso nos influencia no ambiente corporativo.

Então vamos lá! Quem já esteve num dia de trabalho que dá vontade de sair correndo sem motivo aparente? Com um cansaço excessivo sem causa justificada; dificuldade de concentração e foco (e não é pelo Facebook)? Sabe aquela sensação de estagnação na conclusão de projetos? Enfraquecimento, desânimo, desmotivação, e por aí vai. E as vezes, quando a gente sai do trabalho, parece até que retomamos o ânimo?

Pois é. Se a gente parar para pensar, pode ser que você não goste tanto do que faz e do lugar onde trabalha, e nesse caso, mude de post. Mas pode ser também, que você esteja perdendo energia nesse ambiente. E como é isso?

Sempre ouvimos dizer: “Nossa que ambiente carregado!”, “Fulano tem uma energia pesada”, “Ele apertou a minha mão e me deu até um calafrio”, “Fiquei sem energia depois de conversar com ela...”.

Vida de Executiva

Da mesma forma que somos tocados fisicamente, podemos ser afetados pela energia das pessoas ao nosso redor, e pode acontecer de forma similar, que tenhamos nossas energias roubadas por outras pessoas. Alguns terapeutas chamam isso de contágio psíquico (ui!), que acontece quando somos influenciados pelo campo energético do ambiente ou de outras pessoas.

Perdemos energia para o outro ou temos nossas energias benéficas e saudáveis trocadas pela energia densa de outras pessoas ou ambientes. Como passamos boa parte do nosso tempo trabalhando e em contato com muitas pessoas que possuem todo tipo de pensamentos, crenças e sentimentos, é bom que conheçamos essas dinâmicas. Esse conhecimento nos ajuda em nosso posicionamento diante das situações, especialmente nos ambientes organizacionais, nos quais há muito movimento e esses temas raramente são tratados.

Vamos partir da hipótese que você é um ser espiritual, que é energia (olha a física quântica que a gente ama aí), e é afetado pela energia de outras pessoas, seja física, emocional ou espiritual.

Em várias culturas, principalmente as orientais, existem estudos que descrevem o modo como o nosso sistema energético funciona, tendo canais e filtros pelos quais a nossa energia pessoal flui, movimenta e nos coloca em contato com o mundo externo.

Para os que são católicos (ou não), há um livro do Padre Fabio de Melo, intitulado Quem me roubou de mim que aborda muito bem esse tema. Vale a leitura.

Possuímos uma dinâmica interna que recicla as energias que captamos do mundo externo, funcionando continuamente a nosso favor (grave essa parte, a nosso favor). Então, como podemos melhorar os nossos canais que filtram essas trocas energéticas?

Se estamos leves e livres de tantas cargas essas toxinas energéticas passam por nós mas não permanecem conosco, não nos contagiam e assim não somos roubados em nossa energia. É mais ou menos o seguinte: cliente tenso, verba curta, projeto atrasado e você consegue manter o clima interno em paz, mesmo diante da situação. Momentaneamente pode até existir alguma energia mais densa, mas quando a situação passa, aquilo não fica se remoendo em nós.

Mas, se os nossos filtros estiverem intoxicados de situações mal resolvidas, conflitos com colegas e clientes, pensamentos e sentimentos densos, e tudo o que podemos considerar como lixo energético pessoal, fica mais difícil do nosso corpo usar os seus recursos próprios de limpeza e filtragem. E cá para nós, há tantas coisas não ditas e a serem resolvidas nos ambientes empresariais né? Muito trabalho, pouco tempo, altos níveis de exigência e etc. Tudo isso dificulta que estejamos sempre atentos para a energia que emanamos.

E como não estamos leves e livres dessas cargas 100% do tempo, precisamos ter recursos de limpeza para realizar uma espécie de “faxina” em situações de emergência.

Olha só algumas dicas:

Respire (essa eu acho que tem em qualquer lugar que fale desse assunto).

Sabe a capa de proteção do Superman? Não, não é para usar, é para imaginar. Imagine uma espécie de capa de proteção, como se fosse uma luz te protegendo, pode ser da cor que você preferir ou precisar em cada momento. Lembra da capa de invisibilidade do Harry Potter? O efeito é parecido, energias densas só grudam se houver abertura em nós. Se usarmos nossa inteligência a nosso favor, estaremos sempre protegidos.

Vida de Executiva
Crie uma tela mental positiva. No português claro, pare de imaginar as coisas dando errado. Tenho clientes que perdem o sono imaginando o que pode dar errado nas reuniões e tudo o mais. Então relaxe e pense em boas coisas.

Use a sua voz interior de forma positiva, dizendo a si mesmo palavras gentis, estimulantes. É isso mesmo, converse sozinho e seja legal com você! No mínimo vai ser engraçado e você vai se divertir um pouquinho. Dica: pode ser mentalmente, não precisa falar alto.

Defina seus limites pessoais, criando um espaço sagrado em seu íntimo com afirmações de segurança, amor e paz. Como diz o velho ditado “assombração sabe para quem aparece”, então mantenha o seu interior em paz e estabeleça os limites que cada pessoa terá para compartilhar da sua energia.

Se o lugar onde você trabalha permitir, tenha um espacinho sagrado, com algum objeto que te lembre de todo esse campo energético, assim você sempre estará alerta em relação a essas influências. Pode ser na sua mesa mesmo. Aqui na Maestro, eu e a minha sócia temos um espaço com aromas, leituras, pedras e tudo o mais que nos ajuda a “limpar” a energia. Nossa sala é até conhecida com a mais cheirosa do complexo, haha!

E o mais importante. Observe se não é você quem anda roubando energia por aí. Em tantos momentos estamos tão fora de nós mesmos que nem percebemos que somos nós a influência não tão positiva.

Com o tempo teremos mais dicas sobre esse tema por aqui. E se alguém ficou com alguma dúvida, comente aqui embaixo ou mande um e-mail. Tem o endereço aí no contato do blog.


:)

Mulheres, a força do sim

Do que as mulheres mais precisam? Serem mulheres.
Quando somos mulheres o que fazemos? Honramos os homens.
E quando honramos os homens o que acontece? Ficamos livres.

Dia das mulheres. Dia de falar sobre a força do feminino, sobre como é tomar essa força e o que ela pode fazer em nós.

Uma das grandes forças femininas é a força do sim. Enquanto a mulher diz sim, abre espaço para que se crie algo. O homem diz não e dá o limite para o que está sendo criado. É como se o feminino permitisse a essência, enquanto o masculino dá forma ao que se cria. 

Vejo muitas discussões sobre os diversos papéis que desempenhamos enquanto mulheres, especialmente nesse dia de comemoração. O que mais me chama a atenção é a pressão (muitas vezes secreta) que sentimos para ocupar todos esses lugares com perfeição. Acontece que se ocupamos todos eles - com perfeição -, qual espaço sobra? Se há essência demais, qual é a forma que conseguimos alcançar? Se não permitimos que falte algo, como o masculino poderá dar forma a qualquer coisa em nossas vidas?

Vida de Executiva
Cá entre nós meninas, tem coisa mais deliciosa do que um homem? Fala a verdade, é bom demais. Só eles têm o que nos falta. Eles são objetivos, conseguem colocar fim a nossa incessante confusão. Eles sabem se divertir, sabem levar a vida com mais leveza, sabem nos conduzir para a diversão e para a alegria. Eles sabem o que fazer sem roupa com mais naturalidade do que nós. O que uma mulher autentica quer de um homem? Objetividade. Diversão. Um bom amante. Ela é capaz de se render a um homem que é capaz de conduzi-la.

E nós? O que nós temos? Segurança. Isso mesmo, nós somos capazes de criar território, somos as donas da casa, aquelas que criam a referência de lar, de um lugar para voltar. Nós temos a visão, capacidade de ver detalhes inimagináveis para um homem, ajudamos a criar uma visão holística. E somos nós que temos a capacidade da presença, de estar com ele e para onde ele conduzir. É a mulher que diz: "estou aqui e vou com você". É uma entrega que só uma mulher é capaz de fazer. Há um autor que gosto muito chamado Gustavo Gitti que diz "mulheres não entregues atraem homens não presentes". Dispensa explicações né? Então, o que um homem deseja de uma mulher? Segurança, visão, completude.

O grande desafio é compreender essa diferença e amá-la. Respeitá-la. A incompletude é o que possibilita a relação. Se somos completas demais, perfeitas demais, se não nos falta nada, como pode fazer sentido a relação? Somos diferentes e isso é o que permite que o outro nos dê aquilo que nos falta e vice-versa. Do mesmo modo, um homem sem a energia feminina fica sem essência, consegue dar forma à vida, mas encontra dificuldades quando precisa dar sentido à ela. Não tem a ver com o sexo ou gênero, mas com as energias femininas e masculinas em manifestação.

Honrar um homem é olhar para ele e para o que ele tem que é diferente de nós. É saber que na relação estamos de igual para igual, com aspectos diferentes para doar. Relacionamento afetivo é desafiante e criamos um "problemão" quando interpretamos erroneamente o que é estar de igual para igual. Não significa que precisamos ser iguais a eles, significa apenas que estamos na mesma hierarquia, chegamos juntos a essa relação e não é necessário competir entre quem é melhor ou maior. Isso é estar de igual para igual: ocupamos a mesma hierarquia, mas temos funções diferentes e tesouros diferentes para ofertar. 

Enquanto tentamos ocupar o mesmo lugar competimos, comparamos. Mas quando ocupamos apenas o
lugar que nos cabe, compartilhamos.

Buscar um homem igual a você não te dá o que você precisa. Precisamos do que nos falta e não do que já temos. O equilíbrio entre dar e receber está aí. Cada um dá aquilo que tem e ambos recebem aquilo que precisam. Há um ensinamento indiano muito bom nesse sentido: "a pessoa que vem é a pessoa certa". Cada relacionamento que temos nos dá algo de que precisamos para crescer e nós deixamos com cada ex, aquilo que eles precisavam para crescer também. Minha avó sempre me disse isso, de um jeitinho peculiar "namore muito minha filha, assim você vai aprender mais. Para casar e para morrer não precisa correr"! Hahahaha, muito sábio não?

Quando uma mulher diz sim ao seu lugar e à sua função, ela diz sim à vida. A força da autorização vem do feminino. É essa a força que permite que a mulher se entregue (ou não) para o trabalho, para as relações, para a vida como um todo. E nas sabias palavas de Deepak Chopra essa entrega não significa ceder para o outro, mas ceder para o amor. Esse amor que tanto se busca só é possível quando paramos de competir por um lugar que não nos cabe e passamos a compartilhar o que somos, respeitando o que o outro é. Quando doamos o que somos e recebemos o que o outro é.

Nesse sentido, uma das minhas referências é a Beyoncé (parabéns para ela!). Quando a vejo nos seus clipes e tudo o mais, vejo também a potencia feminina sendo manifestada, na qual tudo cabe: a amante, a mãe, a esposa, a profissional - workaholic diga-se de passagem -, a filha, a amiga e todos os demais papéis que todas nós também exercemos. A diferença é que ela soube como assumir cada um deles sem se perder de vista enquanto mulher. Sabendo-se incompleta pode se entregar e receber tudo o que precisava da vida. Dá só uma olhadinha nesse clipe aqui. É simples assim (olha o trocadilho), "Eu estive aqui, eu vivi, eu amei".

Sem mais delongas, o que desejo de fato dizer é: relaxe garota! Tudo bem se falta algo, essa é a sua oportunidade de receber. Não precisa ser perfeita, porque você já é o suficiente como é. Todas nós temos algo para ofertar e algo para receber e é isso o que faz de nós mulheres. Diga sim, isso é o bastante.

Parabéns para nós! =*

* Esse post teve a colaboração do meu grande amigo Leonardo Nogueira. Hoje nos reunimos para estruturar uma palestra que faremos na próxima semana e ele trouxe, como um bom homem, os elementos que me faltavam para para escrever sobre a potencia do feminino. Obrigada Léo! E um beijo especial para a Vovó Nicely, a mulher que me tornei é também em honra a você Vó.